como funciona a conexão Wi-Fi

Guia definitivo sobre como funciona a conexão Wi-Fi

Estamos cada vez mais conectados em nosso dia a dia e nossos dispositivos se tornam mais inteligentes: celulares, videogames, aparelhos vestíveis, sensores em nossas geladeiras, garagens, automóveis, entre outros. A Internet das Coisas vem se tornando uma realidade mais presente em nossa rotina e a tendência é uma modernização mais acentuada das nossas residências.

Além disso, o cenário do distanciamento social gerado pela pandemia do novo coronavírus levou a um outro quadro: a adesão cada vez maior à flexibilização do trabalho e ao home office. Isso gera uma questão importante: precisamos de conexões de qualidade para que os aparelhos funcionem adequadamente.

Atualmente, o modelo mais comum nas residências é que proporciona a conectividade sem cabos. Mas você sabe como funciona a conexão Wi-Fi? É o que vou mostrar neste artigo, além de fornecer a você um guia completo para tirar suas dúvidas sobre o tema.

O que é e para que serve a conexão Wi-Fi?

A conexão Wi-Fi é a rede sem fio na qual o acesso à Internet ocorre por meio de ondas de rádio, sem a necessidade de uso de cabos para esse fim. Hoje, é praticamente impossível pensar as conexões de rede sem a presença dela, sendo tão importante quanto a energia elétrica em nossas vidas. Mas não foi sempre que ela existiu. Vou falar um pouco mais sobre o tema, a seguir.

A sigla Wi-Fi significa “Wireless Fidelity”, uma espécie de alusão ao termo Hi-Fi (“High Fidelity”), amplamente utilizado no cenário fonográfico nos anos 1950. Ele é aplicável a qualquer tecnologia WLAN (Wireless Local Area Network), ou seja, qualquer rede local pequena realizada sem fio.

A conexão Wi-Fi serve para que diversos dispositivos possam se conectar à rede mundial de computadores, sem depender do cabo Ethernet para isso. Isso se tornou uma necessidade, principalmente, com o surgimento e a popularização dos dispositivos móveis e facilitou, por exemplo, o surgimento e a popularização da Internet das Coisas, uma das grandes inovações para os próximos anos.

O surgimento da conexão Wi-Fi

A Wi-Fi não surgiu junto com a conexão de Internet. Ela começou a se popularizar no final da década de 1990, quando o notebook ainda era um aparelho que estava começando a ficar popular. Por isso, era importante conseguir uma forma de gerar acesso à Internet de forma mais prática em comparação às redes cabeadas.

Com a pulverização do uso dos dispositivos móveis, essa necessidade aumentou, tornando-se a principal forma de conexão nas residências.

Seu surgimento oficial foi em 1997, criada pela Wi-Fi Alliance. A empresa se tornou responsável por distribuir a tecnologia que possibilitou a transmissão de dados e, consequentemente, a conexão à rede por meio de ondas de rádio.

Foi disponibilizada para as empresas em 1999 e, no início dos anos 2000, começou a ser implementada em espaços públicos. Essa possibilidade, também, foi importante para que a internet pudesse ser popularizada para as faixas da população que não podiam contratar planos de conexão naquele período.

O que é preciso para gerar uma conexão Wi-Fi de qualidade

Para que a conexão de Wi-Fi seja de qualidade, é fundamental atender a alguns pontos importantes, tais como:

  • usar um roteador moderno e de qualidade;
  • escolher, entre os tipos de modem, o mais adequado para a sua residência;
  • optar por uma conexão com velocidade adequada para suas necessidades, oferecida por um provedor de confiança;
  • ter um bom posicionamento do aparelho em sua residência;
  • colocar os aparelhos dentro da área de hotspot (ou seja, da abrangência do sinal do roteador).

Como funciona a conexão Wi-Fi?

A conexão Wi-Fi é gerada por meio de ondas eletromagnéticas, que se propagam no espaço, transportando energia. Os roteadores convertem o sinal de rede e transmitem os dados em sinal elétrico e, também, recebendo a informação de retorno dos dispositivos, traduzindo-a para devolver o input para o servidor.

O aparelho tem um adaptador, que recebe as informações do servidor de dados e realiza a tradução para sinal de rádio, transmitido via antena. O roteador, em contrapartida, realiza a função de distribuir o sinal de rede, escolhendo o melhor caminho para isso. Ele também é responsável por enviar as informações para a internet, por meio da conexão com fios.

O roteador, assim, recebe o sinal por meio de uma fonte externa, que pode ser, por exemplo:

  • rede cabeada;
  • fibra ótica;
  • ADSL;
  • rádio;
  • 4G.

A comunicação entre os aparelhos conectados e a rede Wi-Fi é feita por meio de um protocolo: o 802.11. Com isso, eles reconhecem um ao outro e, assim, estabelecem comunicação entre eles. Os protocolos podem ter variações b, g e n, tendo as seguintes diferenças:

  • 802.11g é mais rápida do que a 802.11b, e ambas operam em 2.4 GHz — é o modelo mais comercializado atualmente;
  • 802.11n é o modelo mais novo, aumentando o alcance do sinal de transmissão, podendo atingir até 140 Mbps.

Quais as vantagens desse recurso?

A Wi-Fi é uma das conexões mais populares e não é à toa: ela é altamente vantajosa para as residências — e, também, para ambientes de trabalho, espaços públicos, entre outros. Vou falar sobre os principais benefícios de optar por esse modelo.

Uso em múltiplos aparelhos

Uma das principais vantagens que a conexão Wi-Fi trouxe para as residências foi a possibilidade de que múltiplos dispositivos possam se conectar à rede ao mesmo tempo, sem precisar de cabos para isso.

Isso é fundamental em um momento no qual cada vez mais há dispositivos que precisam de conexão ao mesmo tempo. Pense em quantos aparelhos em sua casa estão conectados nesse momento. Imagine se todos eles só pudessem realizar esse processo com cabos — impossível, não é mesmo?

Boa velocidade

Uma conexão Wi-Fi em sua residência, promovida por um provedor de Internet de qualidade, é capaz de permitir que as pessoas consigam consumir seus serviços e conteúdos com velocidade — algo que, infelizmente, ainda não é possível por meio da internet móvel (3G, 4G ou 5G) no Brasil.

Possibilidade de mobilidade

Você não precisa ficar limitado com seu dispositivo em um único cômodo, podendo transportar seus equipamentos pela casa e, ainda assim, continuar tendo uma conexão de qualidade.

Por exemplo, se você está trabalhando em casa, não precisa ficar limitado apenas ao local onde está o seu roteador — vamos supor, em sua sala. Você pode trabalhar nos demais quartos, escritório, outros cômodos e, até mesmo, em seu quintal.

Basta que, para isso, o sinal esteja operando de forma eficiente em toda a residência, minimizando as chances de oscilações.

Conforto para o usuário

Imagine um cenário no qual não era possível assistir suas séries preferidas, deitado em sua cama, antes de dormir. Pois é, isso existia em um mundo pré-Wi-Fi. As pessoas precisavam estar sempre próximas ao dispositivo, pois dependiam de um cabo Ethernet para acesso à rede ou, então, acompanhar esses conteúdos apenas pela TV.

O que é plano de conexão e como escolher o ideal?

Precisamos discernir uma questão: a Wi-Fi não é a conexão em si com a Internet — ela é a transmissão do sinal por meio de ondas de rádio. O acesso à rede é gerado por um provedor de Internet, por meio do seu modem (que, muitas vezes, já está embutido no aparelho roteador).

Por isso, além de evitar questões que podem atrapalhar a sua conexão Wi-Fi, é importante ter um bom plano de conexão para sua residência. Caso contrário, as medidas para melhorar o sinal poderão ser insuficientes e você ainda poderá sofrer com problemas de lentidão e indisponibilidade.

O plano de conexão é o contrato gerado entre você e sua provedora de internet, a qual fornecerá seu acesso à Internet, dentro da velocidade estabelecida. Por isso, é importante observar alguns pontos para garantir que está escolhendo aquele que atenda às suas necessidades.

Tipo de conexão

Existem, no mercado, diversos tipos de conexão disponíveis para que você possa optar por aquele que é o melhor para a sua residência e que atenda às suas necessidades. Vou mostrar os principais tipos comercializados atualmente e seus diferenciais.

Conexão ADSL

É o tipo de conexão na qual o provedor de acesso à Internet utiliza a sua linha telefônica já existente. É uma das mais populares no Brasil pelo seu custo-benefício. Porém, ela tem uma série de gargalos que podem prejudicar a qualidade de conexão.

Isso porque a conexão por ADSL funciona por meio de uma série de centrais de redistribuição entre a principal e as zonas periféricas. Por isso, quem está mais distante da central pode sofrer com perda considerável de dados e velocidade.

Internet a rádio

O sinal chega à casa do cliente por meio do sinal de rádio. Para isso, é necessário ter uma antena instalada em sua residência para a recepção do sinal. Antes, era utilizada, principalmente, em regiões mais distantes, nas quais o cabeamento não chegava. Atualmente, é uma opção interessante para as mais diferentes localidades.

Internet via satélite

Semelhante à conexão de rádio, porém, ela é realizada por meio de sinal de satélite, chegando a praticamente qualquer localidade. É um serviço mais lento, com conexões abaixo de 20 Mbps.

Fibra ótica

É um tipo de conexão que tem se tornado cada vez mais popular e utilizado nos últimos anos. O acesso à rede é feito por meio de cabos de fibra ótica, com um funcionamento semelhante à conexão por ADSL.

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Porém, há algumas diferenças que colocam a internet fibra ótica em uma posição superior a esse tipo mais tradicional:

  • os cabos de fibra ótica conseguem oferecer uma boa conexão a distâncias maiores. Por isso, dispensam um maior número de centrais de redistribuição, minimizando o índice de perdas de dados na conexão;
  • as velocidades alcançadas são mais elevadas, já que os cabos suportam um maior tráfego de dados — pode-se chegar a mais de 500 Mbps, e há uma tendência de que esses valores aumentem nos próximos anos.

Velocidade de conexão

Esse, talvez, seja um dos pontos mais observados pelos contratantes de serviço de Internet, pois impacta diretamente a experiência do usuário. Um serviço que ofereça uma velocidade aquém do esperado pode gerar problemas de conexão, como leg, indisponibilidade, problemas em chamadas de vídeo, entre outros pontos.

Por isso, é importante observar se a velocidade escolhida atende, de fato, às suas necessidades e as dos demais membros. Observe quantas pessoas utilizam dispositivos conectados à rede ao mesmo tempo e suas principais demandas.

Por exemplo, a necessidade de internet pode ser diferente em uma casa com quatro moradores, mas que todos utilizem Netflix ao mesmo tempo, enquanto em outra residência, com o mesmo número de pessoas, há crianças pequenas que não consomem o serviço no dia a dia. Nesse caso, a necessidade pode ser menor.

Porém, não é o único ponto a ser observado. Por exemplo, a velocidade pode ser boa, mas a taxa de ping (tempo de resposta após o envio do input para o servidor e retorno da informação) ser alta, o que também pode gerar problemas.

Outro ponto é ter um serviço de internet instável, mesmo contratando a velocidade desejada. Isso pode estar ligado a diversos fatores, tais como:

  • tipo de internet escolhido (por exemplo, a internet por cabo de cobre pode sofrer maiores instabilidades por precisar de um maior número de centrais de distribuição para operar);
  • má qualidade de infraestrutura;
  • limitação de backbones, entre outros.

Suporte ao cliente

Outro ponto a ser considerado é que o suporte ao cliente precisa ser impecável, principalmente para aqueles que trabalham com internet em casa. Assim, em caso de problemas, o provedor de internet pode ser acionado rapidamente e resolver a solução.

Ou ainda, em casos nos quais a resolução da questão demande mais tempo (como manutenção de infraestrutura), você será notificado sobre a questão previamente ou, quando não for possível, o atendimento ao cliente dará uma estimativa média de retorno do serviço.

Esse tipo de conduta é fundamental para evitar que você “fique no escuro” sobre o seu serviço de internet — é um direito seu ser bem informado e bem atendido, não é mesmo?

O que pode atrapalhar o funcionamento da conexão Wi-Fi?

Cada vez mais, temos um maior número de dispositivos em nossas residências que dependem da conexão Wi-Fi para funcionar: smart TVs, smartphones, notebooks, videogames, dispositivos de inteligência artificial, entre outros.

Com a expansão da Internet das Coisas, a tendência é que isso aumente e, portanto, é fundamental descobrir o que pode atrapalhar a sua conexão no dia a dia.

Posição do roteador

Um dos principais pontos que podem gerar problemas para a sua conexão Wi-Fi é a posição do roteador em sua casa. Muitas vezes, é justamente essa questão que está gerando indisponibilidade de conexão, lentidão e problemas que estejam prejudicando sua experiência no dia a dia.

Isso porque, o que muitas pessoas não sabem, é como as ondas de rádio se propagam e como questões internas da sua casa podem estar interferindo nisso.

Elas tendem a um deslocamento para frente e para baixo. Ou seja, se você tem uma casa com dois andares e precisa que o sinal chegue em todo o local, deixar o roteador no primeiro andar não é uma boa opção.

Via de regra, é fundamental que ele esteja posicionado em um ponto alto, com o mínimo de obstáculos possível. Isso inclui, por exemplo, paredes mais grossas, que podem atrapalhar a transmissão do sinal.

Quanto mais distantes seus dispositivos estiverem do ponto de acesso, a tendência é que o sinal fique mais fraco. Por isso, é importante que ele esteja localizado perto dos locais em que há uma maior demanda de conexão.

Ainda assim, é fundamental que você evite “zonas cegas” de sinal em sua casa. Para fazer isso, uma forma é implementar um repetidor de sinal em sua residência. Ele será responsável por conseguir retransmitir as ondas de rádio com maior potência para os demais cômodos, evitando esse tipo de problema.

Interferência de ondas eletromagnéticas

Outro ponto que pode atrapalhar a sua experiência com conexão Wi-Fi é a interferência de ondas eletromagnéticas, causadas por aparelhos que você, normalmente, tem em casa. Isso é gerado pelo fato de que as frequências são semelhantes (2.4 GHz) e, portanto, uma atrapalha a outra.

É o caso, por exemplo, do seu aparelho de micro-ondas. Quando ele está ligado, e próximo ao roteador, pode atrapalhar a execução da transmissão de Internet. E ele não é o único que pode gerar problemas. Também estão nessa lista:

  • aparelhos de telefone residencial sem fio;
  • babás eletrônicas;
  • geladeiras;
  • controles de garagem;
  • máquina de lavar
  • brinquedos que utilizem controle remoto.

Por isso, é fundamental que:

  • seu aparelho não esteja próximo de dispositivos que operem nessa frequência;
  • aquisição (ou aluguel) de um roteador dual band, para que seja possível operar em uma outra frequência que não sofra com essa interferência.

Outro tipo de interferência que pode ocorrer é com o sinal Bluetooth. Isso porque eles também funcionam no espectro 2.4 GHz. Os dispositivos mais modernos são programados para evitar canais de Wi-Fi e, assim, geram menos interferências.

Porém, se você tem aparelhos mais antigos, é importante ficar atento, pois eles podem estar causando problemas em sua rede. Diante disso, fique atento com o uso de mouses, teclados e fones de ouvido sem fio, que utilizam este tipo de conexão.

Instabilidade elétrica

Se você está em uma região na qual ocorram instabilidades elétricas, isso pode afetar o funcionamento do seu aparelho. Nesses casos, é indicado que você opte por colocar um no-break ou um estabilizador, para evitar essas oscilações, que podem prejudicar o sinal de Wi-Fi.

Barreiras dentro de casa

Outro ponto que pode gerar problemas no sinal Wi-Fi são as barreiras dentro de casa. Quanto mais obstáculos sólidos tiverem em sua residência, maiores serão os problemas. Isso porque as ondas de rádio não conseguem circular e, consequentemente, chegar ao seu dispositivo que precisa de conexão.

Por isso, é importante que seu roteador esteja na posição adequada para evitar esses problemas. Caso não seja possível contornar essa questão ou se ainda assim, estiver passando por problemas, o repetidor de sinal pode ser uma solução.

O que é a rede mesh?

Além de tudo que citei acima, é possível, ainda, optar por uma rede mesh. Ela funciona como uma rede Wi-Fi tradicional, porém, de forma mais inteligente. Ela utiliza dois ou mais roteadores específicos, criando uma única rede e distribuindo o sinal pela residência.

Com isso, os dispositivos se conectam ao roteador mais próximo, aproveitando um melhor sinal. A transição é feita pelo próprio aparelho, sem o usuário precisar fazer qualquer tipo de tarefa. A rede analisa quais são as melhores rotas de conexão para os dispositivos, instantaneamente, gerando sempre conexões de melhor qualidade para todos os usuários e aparelhos.

Para entender a diferença, vamos comparar com a conexão via roteador Wi-Fi comum, a partir de um exemplo: o mais tradicional, simplesmente, lança o sinal no ambiente, para todas as direções, como já falei neste artigo.

Sendo assim, os aparelhos que estiverem bloqueados por barreiras físicas ou distantes do roteador podem ser prejudicados e receber uma conexão mais fraca. Em casas de dois andares isso fica ainda mais evidente. Muitas vezes, torna-se, assim, necessário contar com outros tipos de conexão, como a rede mesh.

Nesse caso, os aparelhos, normalmente, operam em dual band (2,4 GHz ou 5 GHz), de forma que você poderá escolher pela frequência mais adequada para seus equipamentos, evitando interferências entre eles.

Entender como funciona a conexão Wi-Fi é fundamental para que você saiba o que é necessário na hora de optar por um plano de conexão e quais são os benefícios dele. Também, para evitar possíveis problemas que podem comprometer a qualidade de conexão em sua casa.

Com este guia, você pode solucionar todas as suas principais dúvidas sobre o tema e fazer escolhas inteligentes para ter a melhor conexão de internet possível em sua residência. Uma boa con Wi-Fi depende de um bom plano de conexão para que possa funcionar adequadamente e garantir que você tenha a melhor experiência possível.

Ainda tem dúvidas sobre esse tema? Entre em contato com a gente! Podemos orientar você sobre o assunto!

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